Hoje em dia



Não se dá mais pão aos famintos,
Não se dá mais atenção aos instintos,
Não  se dá mais no frio o cobertor,
Não se dá mais no calor sombra e frescor.
Hoje em dia não se dá mais a mão àqueles que caem no chão
Não se dá mais sorrisos àqueles que deixam a lagrima cair
Não se dá à mais ninguém o motivo de sorrir.
Não se dá mais carinho aos animais,
Não se dá o devido valor ao nosso pais.
Hoje em dia o dinheiro é ouro
e o amor não mais um tesouro,
Hoje em dia uma roupa tem mais valor 
do que o caráter que implora por pudor
do que um coração que implora por amor.
Hoje em dia o sol apenas bronzeia a carne
daquele que não consegue mais vez beleza e charme
na simplicidade do brilho que nasce,
no brilho que se põe em todo fim de tarde.

temos um futuro brilhante, baseado em luzes de diamantes.

que valem bem menos que o passado tão tão distante.
Valores antigos deixamos para trás,
valores atuais que achamos que nos satisfaz,
mais não percebemos que é em coisas como o sol que achamos a paz.


minha autoria

A estrada é longa, mas não desanime, corra atrás de seus ideais. As pessoas podem não acreditar em você, mas você não deve ouvir. Se cansar, descanse, mas não pare, você deve insistir. você é capaz e sabe disso! Não pare de lutar, caminhe, corra quando puder, rasteje se necessário, mas não pare! Não olhe para trás, não desista. Não dê ouvido aqueles que não tem fé. Acredite sempre em si mesmo. olhe para a frente. não consegue ver a luz que te espera? Então caminhe até ela! Muitos não a vê e se perdem... Mas você é forte e consegue enxergar o brilho no meio desse vasto breu, então deixe que esse brilho te guie. Não pare, você não pode parar, pois a fé que te guia é a mesma que te salvará. 




minha autoria

Tempo


As horas passam... O tempo vaza pela minha mão feito água, o tempo corre com pressa atrás de borboletas que nunca encontra, porque se não, já teria parado de correr. E nós? Ainda corremos atrás das nossas borboletas? Com certeza. Elas nunca aparecem. Sempre há um motivo pelo qual correr. E o tempo corre, percorre todas as horas do dia em um segundo, o tempo voa como um gavião, sempre pronto para soltar nossa mão e nos fazer correr. Correr atrás do que? Do tempo, oras, das horas que o tempo leva de nós.  É sempre atrás do tempo que corremos, afinal, não é? Do tempo que perdemos, das coisas que nos arrependemos, do tempo que éramos jovens, do tempo que chamávamos os amigos de irmão. Corremos atrás da beleza, que nos deixou sem chão, corremos atrás dos amores, que amamos em vão. E o tempo escorrega, pelos vãos que esquecemos de fechar, como os sorrisos que esquecemos de dar, como amigos que deixamos se afastar, como pessoas que nos esquecemos de cumprimentar, nossos esquecimentos deixam vãos, onde o tempo se penetra e nos faz querer voltar, para aquele mesmo lugar, onde nos esquecemos de nos encontrar. O tempo corre, machuca, destrói, corrói. O tempo cura, brinca, dança, canta, como em uma ciranda. O tempo é uma criança, que corre sem parar, e nós corremos atrás. O tempo nunca se cansa, nós é que às vezes cansamos de esperar o tempo chegar.  Nós é que cansamos de simplesmente tentar, e de fechar os vãos que sem querer, deixamos o tempo entrar.  
minha autoria 

Adeus


É chegada a hora. As estrelas estão indo embora, junto com nossos sorrisos, com nossa alegria, é hora de ir, de nos separar, de seguirmos caminhos distintos. E agora? O que será de nós? O que será dos momentos que vivenciamos esta noite? A lua está mais distante, devagar ela dá lugar ao sol, sem hesitação o dia clareia, e eu estou aqui, grudada em ti, sem coragem para partir. Temos de ir. Temos de acordar e partir. O que faremos agora? Por favor, não me deixe ir embora, diga para eu ficar, que me quer pra sempre ao seu lado. Por favor, diga para eu ficar. E agora? Porque temos sempre de obedecer a essa maldita hora? Não precisa ser assim, eu sei que você precisa de mim, assim como a lua tem que ir para o sol aparecer, eu sei que não quer me perder... Sei que está sonhando comigo, sinto sua energia quando respiro. Sinto o cheiro doce da nossa ligação. Não quero te acordar, não quero me separar daquele que entreguei meu coração, por favor, lua, volte, e faça a nossa noite novamente recomeçar, sei que tenho que ir, mas não tenho coragem de me levantar, pois esse seria o primeiro passo para o adeus. Oh, Deus! Seu corpo acorda, seus olhos me encaram, seus braços me embalam... Tento me segurar, mas não sou forte, me ponho a chorar. Droga, ele também chora. Agora mais do que nunca sei que é a hora. Hora de partir. Perdão, mas tenho que ir.  Sei que em algum lugar, nossas vidas vão se esbarrar, nem que seja em nossos sonhos, sinto que ainda vou te encontrar. Mas agora, precisamos nos separar. Então adeus, enxugue suas lagrimas e sorria, pois essa noite será lembrada pelo resto dos meus dias. 
minha autoria 

Coração Partido


Depois que o coração se quebra,
é difícil colá-lo.
Pode ser com a melhor cola do mundo, 
mas ele não cola.

Quando cola,
Ficam as cicatrizes, 
as rachaduras,

as lembranças.
essas sim, nunca se curam.


Depois que o coração se quebra 
ele nunca mais será o mesmo.
a maneira de amar, 
e a força para acreditar que o amor realmente existe 
já não serão as mesmas.

Medo e tristeza ficarão presos 
entre as rachaduras da magoa,
e dali, nunca sairão. 

Depois que o coração se quebra,
Só um frande e verdadeiro amor
para ele começar a confiar novamente 
que a felicidade existe. 

Quem quebra o coração de alguém
não pode ser chamado mais de humano
e sim, de animal, monstro.

Brincar com os sentimentos,
é o maior erro, pois esse é o único erro 
que mesmo depois de perdoado,
jamais será esquecido. 

Minha autoria 

Cansei

Às vezes a gente cansa,
de tanta insegurança,
de tanta distância,
de tanta lambança.

Às vezes a gente cansa,
de tanta falsidade,
de tanta metade,
de tanta crueldade.

Às vezes a gente cansa,
de tanta ameaça,
de tanta trapaça,
de tanta vidraça quebrada.

Às vezes a gente cansa,
de tanto chorar,
de tanto tentar,
de tanto cansar!


Minha autoria

Conto - Bom dia, hora de acordar. Parte Final



-Eu venho sendo uma idiota, mas, eu quero melhorar, não quero afastar você, nem as meninas, principalmente Jenny... Também não quero que minha mãe pense que estou ficando como meu pai... Não quero que ela se decepcione comigo...
- fica tranquila... Ela não vai se decepcionar... É só você começar a dar valor para as coisas que realmente tem valor. Não para as coisas fúteis...
- eu vou tentar. –Kátia saiu do carro e entrou em casa, sua mãe já estava na cama. Minutos depois recebeu uma mensagem no celular.

Ps. Feliz aniversário,
que sua vida seja repleta de amor, felicidade e sorrisos.
Conte sempre comigo, Laís.

A resposta de Kátia foi sincera, e escrita com um sorriso nos lábios. Laís estava indo para sua casa, dentro do táxi e as três palavras a fizeram sorrir. “obrigada, por tudo. Kátia”

porque não manda uma mensagem para Jenny? Laís.

Jenny, me desculpe por ontem. Não quero te perder. Kátia.

Você nunca vai me perder amiga. Feliz aniversario. Jenny.

Kátia tomou um banho e se deitou. Demorou para pegar no sono. Chorou como nunca havia chorado antes, lamentou pelo seu namoro, mas pela primeira vez lamentou por ter perdido uma pessoa tão carinhosa e humilde como Paulo, pela primeira vez depois do termino relembrou as risadas e momentos bons que passou com ele, e chorou. Chorou por todos os dias que perdeu deixando a vida passar, não vendo as coisas boas se afastar. Se culpou por ter magoado tantas pessoas com seu egoísmo e depois jogou a culpa fora. Prometeu para si mesma que ia se tornar uma pessoa melhor. Dormiu como um anjo.  Acordou com o despertador, se sentia leve e feliz. Sua mãe ainda não havia acordado, e então ele teve uma idéia.

-bom dia mãe, hora de acordar
- filha!? – sua voz estava ainda sonolenta, ela se sentou na cama lentamente, Kátia trazia uma bandeja com torradas, café com leite e uma maça.
- achei estranho você não ter levantado no horário de sempre, - respondeu Kátia - e resolvi trazer o seu café na cama, você está bem? – uma lágrima caiu do olho da mãe de Kátia, que colocou a bandeja na cama e abraçou fortemente sua filha.

minha autoria, parte final.

Conto - Bom dia, hora de acordar. Parte 4



- Vim te buscar. Às vezes é bom falar obrigado, sabia? Aquela mulher podia ter pego o celular para ela. Você tem noção do que ela deve passar todos os dias, vivendo na rua? Ela deve passar fome, frio, deve ser desprezada, chutada, deve tomar chuva,  morrer de calor no verão... Mas ainda sim, ela foi humilde, e veio lhe devolver o celular. Muitas pessoas normais, de classe média pegariam o celular pra si e não devolveriam, mesmo sabendo quem é o dono.
- e daí? Ta falando isso por quê? Me leva pra casa, cansei de hoje.
- é esse seu jeito que não suporto mais! – Paulo gritava – você é linda, tem uma vida boa, uma casa, comida todo dia, tem pessoas que gostam de você, e mesmo assim você é um monstro, cheia de patadas, arrogância e nem se quer sabe ser educada!
- fala baixo!  As pessoas estão olhando! – sussurrou Kátia
- não ligo! Está mais do que na hora de você ouvir a verdade! Você...
- ta tudo bem aqui? – era Laís que acabara de sair do carro e se aproximava do casal
- está sim, ele está descontrolado... – respondeu Kátia, porém foi interrompida por Paulo
- descontrolado?  Kátia... Será que você não vê? Eu estou tentando de ajudar, isso sim!
- o que aconteceu? Você está suja, descalça, você está bem? – perguntou Laís
- não... Eu estou cansada... Quero ir pra casa.
- pois vai a pé! Você a leva Laís?
- levo sim... – Paulo virou as costas, entrou no carro e partiu.

- quem o chamou para o meu aniversario? – Kátia perguntou irritada com lágrimas nos olhos
- eu... Bem, achei que... Vocês terminaram?
- terminamos, ele me odeia. - Kátia se sentou no chão, e Laís a acompanhou.
- já pensou por quê?
- porque ele... Ele não sabe valorizar uma mulher. Por isso.
- a me poupe Kátia! Paulo é ótimo!
- o que? Vai lá ficar com ele então.
- Kátia relaxa. Só estou dizendo que ele é uma boa pessoa, e gostava de você de verdade. Eu só acho que você deveria rever seus conceitos... Eu falo como amiga, de verdade.
- como assim?
- Ká... A Jenny me contou, que você a chamou pra sair, e não quis ir por causa do fusca... Desculpa mas todos nós sabemos que na maioria das vezes você só quer nossa companhia por causa dos nossos carros... E Paulo, coitadinho! Não venha me disser que você estava com ele por algo além do dinheiro...
- ah, do que você esta falando... Paulo é um bom cara, como você disse. O dinheiro apenas ajuda...
- você não me engana amiga. – Laís riu irônica – eu sei que era por causa do dinheiro... Será que você só pensa nisso? É isso que importa pra você? Presta atenção... A Jenny era sua melhor amiga! O Paulo seu namorado há quatro meses, e você está os afastando de você – uma lágrima caiu dos olhos de Kátia – sua mãe é um doce... Eu já vi como você a trata... O que você ganha com isso?
- acontece que... Eu sou assim. E sempre vou ser.
- claro que não amiga! Eu sei que seu pai não prestava,  era superficial, só pensava no lucro, não te dava atenção... Mas você está seguindo os mesmos passos que ele...
- nunca! Ele era um mentiroso, bêbado, delinquente, ainda bem que sumiu, tomara que nunca volte!
- eu sei que ele não era um bom pai, mas Ká, ele te amava. E você está se tornando ele. Se você acha realmente que ele não era um bom exemplo de pessoa, então ta na hora de mudar amiga, de se tornar melhor que ele! Poxa, é seu aniversario... Vamos se divertir! Vamos aproveitar hoje pra começar uma nova fase, que tal? Eu to aqui com você.

- então porque me sinto tão vazia?
- porque você está dando valor para as coisas erradas. – Laís se levantou e ajudou a amiga a se levantar. – vamos procurar um táxi.
- espera... É... Não sei como falar isso, bem... Me sinto  muito grata por você estar aqui comigo. Eu sei que não tenho sido uma boa amiga, e uma boa pessoa... Enfim...
- está me agradecendo? – se surpreendeu Laís
- não... É claro que não, - gaguejou Kátia - eu... Estou sim. Obrigada. – elas se abraçaram, e antes de irem procurar um táxi, Kátia pediu para Laís a acompanhar. Desceram as escadas, e se encontraram com a mulher que havia ajudado Kátia.
- obrigada. – Kátia estendeu uma nota de cinquenta reais para a mulher, e uma sensação estranha tomou conta do seu corpo. Metade alivio, metade felicidade, metade paz. A mulher aceitou o dinheiro com um sorriso e desejou à Kátia toda a felicidade do mundo.
pegaram o táxi e pararam em frente à casa de Kátia.



minha autoria 

Um dia te encontrarei



 Mesmo estando longe do seu olhar
Te encontro em qualquer canção,
E quando penso que a distância vai nos separar
Te encontro dentro do meu coração.

Te encontro em todo lugar,
No meu sonho, no meu pensamento.
Não consigo mais evitar,
Te quero a todo momento.

Mesmo sem te ver,
Esse amor jamais terá fim
Sempre vou te querer,
Você é TUDO pra mim.

Não importa aonde vou te encontrar
Estando com você todo lugar é lugar.

não importa quanto vai durarSó quero ao seu lado, um dia poder ficar.

Se nos meus sonhos você aparecer
Não vou querer acordar,
Nos meus sonhos vou querer viver,
Nos seus braços vou me entregar.

Pra sempre vou querer você,
Pra sempre vou querer te amar. 

Minha autoria. 

Conto -Bom dia, hora de acordar. Parte 3

Parte 2

- Laís? É a Kátia, bem acho que me perdi... É uma rua estranha, sem movimento, se chama Emilio Darta... Sim, tem uma escadaria aqui perto... Obrigada beijos. – desligou o telefone.
Por sorte a rua não era tão longe da balada, e ela resolveu seguir a pé.

Se surpreendeu quando quase caiu, reparou que seu salto  havia quebrado. A calçada era esburacada e o salto fino entalou-se em um desses buracos. Assim que Kátia o forçou, ele rachou. Por pouco Kátia não se esborrachou no chão, por sorte uma senhora a ajudou a se equilibrar, uma senhora que morava na rua. Assim que Kátia percebeu o nível da mulher, a empurrou, e exigiu que ela a largasse. A mulher murmurou que estava apenas tentando ajudá-la, e se encolheu em um canto.
Kátia tirou os sapatos, engoliu o orgulho e estava decidida a chegar até lá custe o que custar. Subiu algumas escadas que tinha ali perto e chegou em uma avenida. Sua amiga havia lhe falado que era só seguir a rua até o final, que chegaria na balada. Estava andando tranquilamente pela calçada, às vezes recebia assovios e buzinas dos carros ao lado, quando de repente, um carro passou em alta velocidade em cima de uma poça d’água e acabou encharcando Kátia de cima a baixo.
- Seu filho de uma...! – gritou Kátia. A raiva subiu a cabeça, e decidiu voltar para casa, ligaria para Laís avisando que não iria mais e pegaria um taxi de volta.

Aquele definitivamente estava sendo seu pior aniversário. E bem agora Paulo havia terminado com ela... Se ele estivesse lá, nada disso estaria acontecendo, ela estaria dentro do Vectra do seu namorado, ouvindo um som alto com o ar condicionado ligado. Mas não, Paulo tinha que ter largado ela justo agora! Abriu sua bolsinha de mão e percebeu que seu celular não estava ali. Merda! Olhou ao redor à procura de um orelhão, mas só conseguiu avistar a mulher que havia agarrado seu braço minutos atrás. Ela andava em passos rápidos com as roupas rasgadas e sujas e parecia estar fazendo algum gesto em direção de Kátia, assim que a mulher percebeu que Kátia a olhava, começou a correr e a apontar para Kátia.

 Kátia começou a correr sem parar, estava sendo perseguida! Seu coração batia forte e o ar parecia ter ficado mais denso, foi obrigada a parar de correr depois de pisar em uma pedra ponte aguda que deixou seu pé dolorido. A mulher mal vestida não estava muito longe, e vinha com o braço erguido, gritando alguma coisa. Assim que a mulher chegou mais perto Kátia pode ver que ela estava segurando algo, e ouviu a palavra celular saindo da boca da mulher. Kátia a xingou silenciosamente, será que ela estava com o seu celular?

- moça, você esqueceu isso, deixou cair... –a mulher estava com falta de ar
- o que você quer comigo? Não falei para ficar longe?
- eu só vim lhe entregar isso, achei que fosse importante pra você – Kátia pegou seu celular da mão da mulher
- pronto, já me entregou, pode ir.
- obrigada moça. – disse uma voz firme que vinha de trás de Kátia
-de nada – disse a moça e se retirou. Kátia virou-se para ver quem era, e lá estava Paulo. Seu carro estava estacionado a alguns metros dali.
- Paulo! O que está fazendo aqui?




Minha autoria

Vida de verão


Folhas no chão, água do céu,
Crianças brincando com barquinho de papel,
Vento ligeiro, sol ofuscante,
Primeiro beijo, festa de deputante.
Dádivas e duvidas no decorrer da estrada,
Cabeça confusa, atitudes atrapalhadas,
Um dia na praia, um amor de verão,
Telefones trocados, no peito um turbilhão.
Na barriga uma criança, uma lagrima no olhar,
Brigas em casa, nove meses a se passar,
Mudança de vida, uma nova mãe nasceu,
Família unida, uma criança cresceu.
Um amor verdadeiro em um verão que marcou,
Uma linda história de vida que nesse verão começou.





Minha autoria,
foto da web


Conto - Bom dia, hora de acordar. Parte 2




 Kátia entrou batendo a porta, e foi para seu quarto. Ligou para mais duas amigas que sabia que tinha um carro BOM para ver se estavam disponíveis, mais ambas já tinham compromisso.
- filha, você ia sair? – sua mãe entrou no quarto sem Kátia perceber
- não vou mais.
- Paulo deixou isso para você. – sua mãe segurava um cartão em uma mão, e na outra um ramo pequeno de rosas vermelhas.
- joga no lixo.
- poxa filha, por quê? São lindas! Não quer ler o bilhete?
- não ouviu? Jogue no lixo! – sua mãe se dirigiu até o banheiro do quarto da filha e tacou ambas as cosias na lata de lixo, logo depois, saiu do quarto.
Kátia não conteve a curiosidade e tirou o bilhete do lixo logo em seguida.

Ká, meu anjo.
Ainda gosto muito de você, e espero que tenha ficado bem.
Saiba que sempre estarei aqui, agora como amigo.
Desculpe se a magoei.
Com Carinho, Paulo.

Acabando de ler, ela tornou a jogar o cartão no lixo.
O dia seguinte seria seu aniversario, e ela decidiu que não iria ficar em casa sem fazer nada, iria mostrar para Paulo que pouco se importava com a separação dos dois, ligou para as amigas e combinou de encontrar todas em uma balada que tinha visto o anuncio na internet.  Chegado o dia, ela acordou e sua mãe não estava em casa, mas havia um pequeno bolo na mesa, e um bilhete de feliz aniversario ao lado, dizendo também que sua mãe não iria demorar a voltar. Se arrumou, pegou o cartão de crédito da sua mãe e foi para o salão, cortou, pintou e alisou o cabelo. Fez as sobrancelhas e duas horas de massagem. Pagou pela limpeza de pele, pela maquiagem, pelas unhas do pé e da mão. Saiu de lá um arraso. Na volta de casa avistou um vestido lilás na vitrine de uma loja e resolveu entrar, saiu de lá com três sacolas.
Passou em casa para deixar as compras, e encontrou sua mãe cochilando no sofá. Guardou seu cartão de crédito e subiu par apegar o endereço da balada. Como suas amigas tinham resolvido ir todas juntas de metrô, ela resolveu ir de táxi. -Não suportava transporte público. - Chamou um taxi por telefone, e quando ele chegou, ela saiu.


“Mãe, fui curtir meu aniversario. Legal o bolo.”  Kátia deixou escrito em um bilhete que colocou em cima do bolo intacto que sua mãe havia comprado para ela. O táxi a deixou em uma rua desconhecida, porém conferia com o endereço que segurava nas mãos, era um rua um pouco escura e de pouco movimento. Havia mendigos ocupando metade do espaço da calçada. Chegando na casa que o papel indicava, percebeu que ele endereço não conferia com o lugar que ela estava querendo chegar. Ela havia pegado o endereço errado.

minha autoria

Conto - Bom dia, hora de acordar. Parte 1


00:41 am         -          MSN
Paulo: querida, tenho que falar com você
Kátia: pois bem, pode falar amor
Paulo: você sabe que gosto muito de você, não sabe?
Kátia: sei sim lindo, eu também, eu amo você.
Paulo: eu nunca quis fazer você sofrer, mas eu estive pensando, e isso esta fazendo mal pra mim...
Kátia: o que?
Paulo: a gente. Não está dando mais certo... Eu to terminando.
Kátia: amor! Como assim terminando? E o nosso amor?
Paulo: e o seu egoísmo? Sua ganância? Sua grosseria?
Kátia: como assim? Que história é essa Paulo?
Paulo: é a que você está ouvindo. Estou terminando. Cansei das suas brigas por coisas superficiais, do seu jeito mimada e do seu egoísmo. Não dá mais.
Paulo está offiline.

Kátia ficou indignada com o jeito que Paulo acabara de falar com ela no MSN, ele nunca havia falado desse jeito seco antes, ainda de boca entreaberta saiu do MSN e se jogou na cama, xingou Paulo de todos os nomes feios e xingamentos obscenos que conhecia. Já era tarde, porém ela fez questão de passar horas em claro apenas para xingá-lo por pensamento, e a cada minuto a raiva por ele parecia crescer dentro de seu peito.

Finalmente pegou no sono, porém mal deu para descansar. Três horas depois seu relógio despertou, mas a preguiça era tanta que acabou ficando na cama até tarde. Estava com uma dor de cabeça horrível, e a chuva lá fora fazia com que a preguiça aumentasse ainda mais. Depois de duas batidas rápidas na porta, sua mãe entrou segurando uma bandeja com torradas, suco de laranja e uma maça.
- Bom dia filha! Estranhei você não ter levantado hoje... Está se sentindo bem? – não obteve resposta. – trouxe seu café da manhã...
- não te pedi nada.
- eu sei filha, mas achei que você gostaria de tomar café na cama, então...
- mãe estou com dor de cabeça, pare de falar!
- me desculpa... Eu vou deixar a bandeja aqui na estante... Se quiser tem daquele danone que você gosta na geladeira...
- não to afim. – a Mãe saiu do quarto de cabeça baixa.
Lá para o fim da tarde, a chuva havia dado uma pequena trégua e Kátia resolveu sair, para tentar se distrair. Colocou seu salto fino, sua calça jeans mesclada, uma bata de seda branca, se maquiou e ligou para uma de suas amigas, falando que estava afim de ir para um barzinho. Esse barzinho era localizado do outro lado da cidade, por isso a convidou  para ir, pois ela tinha carro, e daria para elas irem até lá sem dificuldade. A amiga aceitou, e falou que passaria na casa dela dentro de meia hora.
Kátia alisou o cabelo e desceu assim que ouviu as buzinas, sem dar explicação para a mãe passou pela porta e encontrou sua amiga sentada no banco do motorista de um fusca vermelho.

- o que é isso Jenny? – Kátia perguntou incrédula assim que passou pela porta
- isso o que?
- esse carro! É horrível! Porque está com ele?
- o meu está no mecânico, peguei o da minha prima, não se importa não é?
- se não me importo? Olha a minha classe, você acha que vou para o lado mais rico da cidade de fusca? Nossa Jenny, se toca, como tem coragem de dirigir um troço desses?
- é um carro comum Ká! Acho que já está na hora de você parar com as suas frescuras, esse é o único jeito de ir par ao Bar, quer ou não?
 - claro que não! Pode voltar pra sua casa com essa sua lata velha! – sua amiga ficou totalmente chocada com o insulto e colocou o pé no acelerador, jurando nunca mais sair com Kátia. Dessa vez ela havia passado dos limites.




Parte 2
minha autoria

Se eu fosse...


Se eu fosse o mar imenso, você seria o vento a me conduzir? 
Se eu fosse as folhas de um caderno, você seria as linhas á me completar? 
Se eu fosse a noite escura você seria a lua a me iluminar? 
Se eu fosse a chuva fria, você seria a terra fofa a me aconchegar? 
Se eu fosse um coração partido você seria o amor a me curar? 
Se eu fosse a felicidade você seria um olhar a sorrir? 
Se eu fosse um quadro, você seria a tinta, a me colorir? 
Se eu fosse uma folha seca, você seria o orvalho a me refrescar? 
Se eu fosse os grãos de areia, você seria as pegadas a me marcar? 
Se eu fosse a palavra amor, você seria um coração a me amar? 
minha autoria

A diferença do príncipe e do sapo


Não quero um príncipe encantado
com tudo perfeito
quero um sapo enfeitiçado 
com vários defeitos.

Porque a perfeição tem seu fim,
e o defeito, tem seu concerto.

Príncipe encantado, é como contos de fada,
não existe, é apenas ilusão
só presta para confundir,
confundir o coração.

Sapo enfeitiçado é a realidade
ele pode magoar, mais depois sabe concertar 
afinal, as vezes precisamos da dor, para dar mais valor à felicidade
aquele que não é perfeito, e sim de verdade.

A perfeição tem seu limite,
ela sempre acaba, um dia.
a perfeição é falsidade, 
confunde o poder, com a alegria.

O defeito tem sua cura,
basta ter paciência,
tudo tem uma melhora,
é só ter consciência.


Tudo que é bom, 
pode piorar,
tudo que é ruim,
pode melhorar.

Você prefere uma coisa boa, 
que vai se tornar ruim,
ou algo ruim,
que terá seu fim?

Pense nisso.
Não procure mais um príncipe encantado,
 corra atrás do seu sapo enfeitiçado.
minha autoria
Imagem da web.

Simplesmente impossível


Como impedir que o sol nasça de manhã,
Ou que a cor vermelha chegue à maçã?
Como impedir que as estrelas apareçam ao anoitecer
Ou que meus olhos brilhem ao te ver?
É a mesma coisa que pedir para mim te esquecer.
Simplesmente impossível.

Como impedir que os olhos ardam quando virem à claridade,
depois deterem ficado horas na escuridão?
Ou que as pessoas parem de se expressarem
quando sentirem alguma emoção?
É o mesmo que tentar tirar você de dentro do meu coração.
Simplesmente impossível.

Como impedir que tudo que é jogado, caia ao chão?
Ou que a luz clareie a escuridão?
Como impedir que o coração bata, e a gente continue vivendo?
Ou que a chuva não caia do céu, mas continue chovendo?
É o mesmo que eu viver sem te ter, viver me escondendo.
Simplesmente impossível.

Como impedir que a lua mude de fases,
ou que um apaixonado rime frases?
Como impedir que uma lágrima caia do olhar,
ou que o coração continue a amar?
É o mesmo que tentar não te desejar.
Simplesmente impossível.

Como impedir que amigas morram de rir,
ou que a escuridão faça alguém parar de sorrir?
É o mesmo que tentar viver longe de você, e ser feliz.
simplesmente impossível.

Tem coisas na vida da gente, que é simplesmente impossível de impedir,
mas podemos de varias maneiras,
ignorá-las até elas irem embora por si próprias,
igual o amor que sinto por você,
o tempo nos dirá se ele é verdadeiro
o suficiente para permanecer no meu coração,
até que você perceba que cometeu um grande erro,
me dizendo não.

minha autoria. 

O sol


Não sinto e não vejo,
Sim, eu sinto e vejo!
Sinto a natureza surgindo,
Que ali estava bem dormindo
Igual uma criança a acordar
Como a chuva a cair, como o vento a farfalhar.
Mais o humano insiste, um idiota nunca desiste.
Nunca dá o braço a torcer pela coisa certa,
Ameaçamos o nosso mundo, e nossa vida agora é incerta.
Não há nada mais belo que o sol amarelo,
Que derruba sobre as arvores seus raios quentes,
Que por nossa culpa seu calor agora ferve nossas mentes.
O verde faz parte da gente, e o tratamos como inimigo,
E pior que um rival distante, é um que não quer mais ser nosso amigo.
A natureza grita, chama nossa atenção,
E nós, ignorantes, não vemos o grau da situação.
A flor distribui o perfume, o amor.
O sol distribui vida, beleza, calor.
O verde distribui o ar, o frescor.
E nos distribuímos à natureza, o nosso ódio, rancor,
Algo que nem deveríamos ter, pois é ela que nos dá
A oportunidade de ver o sol se por.
minha autoria 

Ah, o amor!

Esquente-me com seu calor e acenda novamente o fogo que há tempos não sinto dentro de mim. Diga tudo aquilo que você nunca teve coragem de me dizer bem ao pé do meu ouvido. Me abrace, me tome, tome conta de mim. Me ame como se hoje, agora, fosse o ultimo momento de amor que temos, como se nossas vidas dependessem desse momento, desse ato, como se a nossas vidas dependessem do nosso amor... Venha e me faça novamente sentir que o mundo gira somente para nós, que o silencio da noite se faz somente para ouvir nossos sussurros de amor. Aumente a fogueira, faça as madeiras estalarem como uma canção para nossa dança, nossa dança do amor. E me conduza, até que aos poucos eu me sinta completamente nos teus braços, até que esse desejo nos torne apenas um.
minha autoria.