Um dia te encontrarei



 Mesmo estando longe do seu olhar
Te encontro em qualquer canção,
E quando penso que a distância vai nos separar
Te encontro dentro do meu coração.

Te encontro em todo lugar,
No meu sonho, no meu pensamento.
Não consigo mais evitar,
Te quero a todo momento.

Mesmo sem te ver,
Esse amor jamais terá fim
Sempre vou te querer,
Você é TUDO pra mim.

Não importa aonde vou te encontrar
Estando com você todo lugar é lugar.

não importa quanto vai durarSó quero ao seu lado, um dia poder ficar.

Se nos meus sonhos você aparecer
Não vou querer acordar,
Nos meus sonhos vou querer viver,
Nos seus braços vou me entregar.

Pra sempre vou querer você,
Pra sempre vou querer te amar. 

Minha autoria. 

Conto -Bom dia, hora de acordar. Parte 3

Parte 2

- Laís? É a Kátia, bem acho que me perdi... É uma rua estranha, sem movimento, se chama Emilio Darta... Sim, tem uma escadaria aqui perto... Obrigada beijos. – desligou o telefone.
Por sorte a rua não era tão longe da balada, e ela resolveu seguir a pé.

Se surpreendeu quando quase caiu, reparou que seu salto  havia quebrado. A calçada era esburacada e o salto fino entalou-se em um desses buracos. Assim que Kátia o forçou, ele rachou. Por pouco Kátia não se esborrachou no chão, por sorte uma senhora a ajudou a se equilibrar, uma senhora que morava na rua. Assim que Kátia percebeu o nível da mulher, a empurrou, e exigiu que ela a largasse. A mulher murmurou que estava apenas tentando ajudá-la, e se encolheu em um canto.
Kátia tirou os sapatos, engoliu o orgulho e estava decidida a chegar até lá custe o que custar. Subiu algumas escadas que tinha ali perto e chegou em uma avenida. Sua amiga havia lhe falado que era só seguir a rua até o final, que chegaria na balada. Estava andando tranquilamente pela calçada, às vezes recebia assovios e buzinas dos carros ao lado, quando de repente, um carro passou em alta velocidade em cima de uma poça d’água e acabou encharcando Kátia de cima a baixo.
- Seu filho de uma...! – gritou Kátia. A raiva subiu a cabeça, e decidiu voltar para casa, ligaria para Laís avisando que não iria mais e pegaria um taxi de volta.

Aquele definitivamente estava sendo seu pior aniversário. E bem agora Paulo havia terminado com ela... Se ele estivesse lá, nada disso estaria acontecendo, ela estaria dentro do Vectra do seu namorado, ouvindo um som alto com o ar condicionado ligado. Mas não, Paulo tinha que ter largado ela justo agora! Abriu sua bolsinha de mão e percebeu que seu celular não estava ali. Merda! Olhou ao redor à procura de um orelhão, mas só conseguiu avistar a mulher que havia agarrado seu braço minutos atrás. Ela andava em passos rápidos com as roupas rasgadas e sujas e parecia estar fazendo algum gesto em direção de Kátia, assim que a mulher percebeu que Kátia a olhava, começou a correr e a apontar para Kátia.

 Kátia começou a correr sem parar, estava sendo perseguida! Seu coração batia forte e o ar parecia ter ficado mais denso, foi obrigada a parar de correr depois de pisar em uma pedra ponte aguda que deixou seu pé dolorido. A mulher mal vestida não estava muito longe, e vinha com o braço erguido, gritando alguma coisa. Assim que a mulher chegou mais perto Kátia pode ver que ela estava segurando algo, e ouviu a palavra celular saindo da boca da mulher. Kátia a xingou silenciosamente, será que ela estava com o seu celular?

- moça, você esqueceu isso, deixou cair... –a mulher estava com falta de ar
- o que você quer comigo? Não falei para ficar longe?
- eu só vim lhe entregar isso, achei que fosse importante pra você – Kátia pegou seu celular da mão da mulher
- pronto, já me entregou, pode ir.
- obrigada moça. – disse uma voz firme que vinha de trás de Kátia
-de nada – disse a moça e se retirou. Kátia virou-se para ver quem era, e lá estava Paulo. Seu carro estava estacionado a alguns metros dali.
- Paulo! O que está fazendo aqui?




Minha autoria

Vida de verão


Folhas no chão, água do céu,
Crianças brincando com barquinho de papel,
Vento ligeiro, sol ofuscante,
Primeiro beijo, festa de deputante.
Dádivas e duvidas no decorrer da estrada,
Cabeça confusa, atitudes atrapalhadas,
Um dia na praia, um amor de verão,
Telefones trocados, no peito um turbilhão.
Na barriga uma criança, uma lagrima no olhar,
Brigas em casa, nove meses a se passar,
Mudança de vida, uma nova mãe nasceu,
Família unida, uma criança cresceu.
Um amor verdadeiro em um verão que marcou,
Uma linda história de vida que nesse verão começou.





Minha autoria,
foto da web


Conto - Bom dia, hora de acordar. Parte 2




 Kátia entrou batendo a porta, e foi para seu quarto. Ligou para mais duas amigas que sabia que tinha um carro BOM para ver se estavam disponíveis, mais ambas já tinham compromisso.
- filha, você ia sair? – sua mãe entrou no quarto sem Kátia perceber
- não vou mais.
- Paulo deixou isso para você. – sua mãe segurava um cartão em uma mão, e na outra um ramo pequeno de rosas vermelhas.
- joga no lixo.
- poxa filha, por quê? São lindas! Não quer ler o bilhete?
- não ouviu? Jogue no lixo! – sua mãe se dirigiu até o banheiro do quarto da filha e tacou ambas as cosias na lata de lixo, logo depois, saiu do quarto.
Kátia não conteve a curiosidade e tirou o bilhete do lixo logo em seguida.

Ká, meu anjo.
Ainda gosto muito de você, e espero que tenha ficado bem.
Saiba que sempre estarei aqui, agora como amigo.
Desculpe se a magoei.
Com Carinho, Paulo.

Acabando de ler, ela tornou a jogar o cartão no lixo.
O dia seguinte seria seu aniversario, e ela decidiu que não iria ficar em casa sem fazer nada, iria mostrar para Paulo que pouco se importava com a separação dos dois, ligou para as amigas e combinou de encontrar todas em uma balada que tinha visto o anuncio na internet.  Chegado o dia, ela acordou e sua mãe não estava em casa, mas havia um pequeno bolo na mesa, e um bilhete de feliz aniversario ao lado, dizendo também que sua mãe não iria demorar a voltar. Se arrumou, pegou o cartão de crédito da sua mãe e foi para o salão, cortou, pintou e alisou o cabelo. Fez as sobrancelhas e duas horas de massagem. Pagou pela limpeza de pele, pela maquiagem, pelas unhas do pé e da mão. Saiu de lá um arraso. Na volta de casa avistou um vestido lilás na vitrine de uma loja e resolveu entrar, saiu de lá com três sacolas.
Passou em casa para deixar as compras, e encontrou sua mãe cochilando no sofá. Guardou seu cartão de crédito e subiu par apegar o endereço da balada. Como suas amigas tinham resolvido ir todas juntas de metrô, ela resolveu ir de táxi. -Não suportava transporte público. - Chamou um taxi por telefone, e quando ele chegou, ela saiu.


“Mãe, fui curtir meu aniversario. Legal o bolo.”  Kátia deixou escrito em um bilhete que colocou em cima do bolo intacto que sua mãe havia comprado para ela. O táxi a deixou em uma rua desconhecida, porém conferia com o endereço que segurava nas mãos, era um rua um pouco escura e de pouco movimento. Havia mendigos ocupando metade do espaço da calçada. Chegando na casa que o papel indicava, percebeu que ele endereço não conferia com o lugar que ela estava querendo chegar. Ela havia pegado o endereço errado.

minha autoria

Conto - Bom dia, hora de acordar. Parte 1


00:41 am         -          MSN
Paulo: querida, tenho que falar com você
Kátia: pois bem, pode falar amor
Paulo: você sabe que gosto muito de você, não sabe?
Kátia: sei sim lindo, eu também, eu amo você.
Paulo: eu nunca quis fazer você sofrer, mas eu estive pensando, e isso esta fazendo mal pra mim...
Kátia: o que?
Paulo: a gente. Não está dando mais certo... Eu to terminando.
Kátia: amor! Como assim terminando? E o nosso amor?
Paulo: e o seu egoísmo? Sua ganância? Sua grosseria?
Kátia: como assim? Que história é essa Paulo?
Paulo: é a que você está ouvindo. Estou terminando. Cansei das suas brigas por coisas superficiais, do seu jeito mimada e do seu egoísmo. Não dá mais.
Paulo está offiline.

Kátia ficou indignada com o jeito que Paulo acabara de falar com ela no MSN, ele nunca havia falado desse jeito seco antes, ainda de boca entreaberta saiu do MSN e se jogou na cama, xingou Paulo de todos os nomes feios e xingamentos obscenos que conhecia. Já era tarde, porém ela fez questão de passar horas em claro apenas para xingá-lo por pensamento, e a cada minuto a raiva por ele parecia crescer dentro de seu peito.

Finalmente pegou no sono, porém mal deu para descansar. Três horas depois seu relógio despertou, mas a preguiça era tanta que acabou ficando na cama até tarde. Estava com uma dor de cabeça horrível, e a chuva lá fora fazia com que a preguiça aumentasse ainda mais. Depois de duas batidas rápidas na porta, sua mãe entrou segurando uma bandeja com torradas, suco de laranja e uma maça.
- Bom dia filha! Estranhei você não ter levantado hoje... Está se sentindo bem? – não obteve resposta. – trouxe seu café da manhã...
- não te pedi nada.
- eu sei filha, mas achei que você gostaria de tomar café na cama, então...
- mãe estou com dor de cabeça, pare de falar!
- me desculpa... Eu vou deixar a bandeja aqui na estante... Se quiser tem daquele danone que você gosta na geladeira...
- não to afim. – a Mãe saiu do quarto de cabeça baixa.
Lá para o fim da tarde, a chuva havia dado uma pequena trégua e Kátia resolveu sair, para tentar se distrair. Colocou seu salto fino, sua calça jeans mesclada, uma bata de seda branca, se maquiou e ligou para uma de suas amigas, falando que estava afim de ir para um barzinho. Esse barzinho era localizado do outro lado da cidade, por isso a convidou  para ir, pois ela tinha carro, e daria para elas irem até lá sem dificuldade. A amiga aceitou, e falou que passaria na casa dela dentro de meia hora.
Kátia alisou o cabelo e desceu assim que ouviu as buzinas, sem dar explicação para a mãe passou pela porta e encontrou sua amiga sentada no banco do motorista de um fusca vermelho.

- o que é isso Jenny? – Kátia perguntou incrédula assim que passou pela porta
- isso o que?
- esse carro! É horrível! Porque está com ele?
- o meu está no mecânico, peguei o da minha prima, não se importa não é?
- se não me importo? Olha a minha classe, você acha que vou para o lado mais rico da cidade de fusca? Nossa Jenny, se toca, como tem coragem de dirigir um troço desses?
- é um carro comum Ká! Acho que já está na hora de você parar com as suas frescuras, esse é o único jeito de ir par ao Bar, quer ou não?
 - claro que não! Pode voltar pra sua casa com essa sua lata velha! – sua amiga ficou totalmente chocada com o insulto e colocou o pé no acelerador, jurando nunca mais sair com Kátia. Dessa vez ela havia passado dos limites.




Parte 2
minha autoria

Se eu fosse...


Se eu fosse o mar imenso, você seria o vento a me conduzir? 
Se eu fosse as folhas de um caderno, você seria as linhas á me completar? 
Se eu fosse a noite escura você seria a lua a me iluminar? 
Se eu fosse a chuva fria, você seria a terra fofa a me aconchegar? 
Se eu fosse um coração partido você seria o amor a me curar? 
Se eu fosse a felicidade você seria um olhar a sorrir? 
Se eu fosse um quadro, você seria a tinta, a me colorir? 
Se eu fosse uma folha seca, você seria o orvalho a me refrescar? 
Se eu fosse os grãos de areia, você seria as pegadas a me marcar? 
Se eu fosse a palavra amor, você seria um coração a me amar? 
minha autoria

A diferença do príncipe e do sapo


Não quero um príncipe encantado
com tudo perfeito
quero um sapo enfeitiçado 
com vários defeitos.

Porque a perfeição tem seu fim,
e o defeito, tem seu concerto.

Príncipe encantado, é como contos de fada,
não existe, é apenas ilusão
só presta para confundir,
confundir o coração.

Sapo enfeitiçado é a realidade
ele pode magoar, mais depois sabe concertar 
afinal, as vezes precisamos da dor, para dar mais valor à felicidade
aquele que não é perfeito, e sim de verdade.

A perfeição tem seu limite,
ela sempre acaba, um dia.
a perfeição é falsidade, 
confunde o poder, com a alegria.

O defeito tem sua cura,
basta ter paciência,
tudo tem uma melhora,
é só ter consciência.


Tudo que é bom, 
pode piorar,
tudo que é ruim,
pode melhorar.

Você prefere uma coisa boa, 
que vai se tornar ruim,
ou algo ruim,
que terá seu fim?

Pense nisso.
Não procure mais um príncipe encantado,
 corra atrás do seu sapo enfeitiçado.
minha autoria
Imagem da web.

Simplesmente impossível


Como impedir que o sol nasça de manhã,
Ou que a cor vermelha chegue à maçã?
Como impedir que as estrelas apareçam ao anoitecer
Ou que meus olhos brilhem ao te ver?
É a mesma coisa que pedir para mim te esquecer.
Simplesmente impossível.

Como impedir que os olhos ardam quando virem à claridade,
depois deterem ficado horas na escuridão?
Ou que as pessoas parem de se expressarem
quando sentirem alguma emoção?
É o mesmo que tentar tirar você de dentro do meu coração.
Simplesmente impossível.

Como impedir que tudo que é jogado, caia ao chão?
Ou que a luz clareie a escuridão?
Como impedir que o coração bata, e a gente continue vivendo?
Ou que a chuva não caia do céu, mas continue chovendo?
É o mesmo que eu viver sem te ter, viver me escondendo.
Simplesmente impossível.

Como impedir que a lua mude de fases,
ou que um apaixonado rime frases?
Como impedir que uma lágrima caia do olhar,
ou que o coração continue a amar?
É o mesmo que tentar não te desejar.
Simplesmente impossível.

Como impedir que amigas morram de rir,
ou que a escuridão faça alguém parar de sorrir?
É o mesmo que tentar viver longe de você, e ser feliz.
simplesmente impossível.

Tem coisas na vida da gente, que é simplesmente impossível de impedir,
mas podemos de varias maneiras,
ignorá-las até elas irem embora por si próprias,
igual o amor que sinto por você,
o tempo nos dirá se ele é verdadeiro
o suficiente para permanecer no meu coração,
até que você perceba que cometeu um grande erro,
me dizendo não.

minha autoria. 

O sol


Não sinto e não vejo,
Sim, eu sinto e vejo!
Sinto a natureza surgindo,
Que ali estava bem dormindo
Igual uma criança a acordar
Como a chuva a cair, como o vento a farfalhar.
Mais o humano insiste, um idiota nunca desiste.
Nunca dá o braço a torcer pela coisa certa,
Ameaçamos o nosso mundo, e nossa vida agora é incerta.
Não há nada mais belo que o sol amarelo,
Que derruba sobre as arvores seus raios quentes,
Que por nossa culpa seu calor agora ferve nossas mentes.
O verde faz parte da gente, e o tratamos como inimigo,
E pior que um rival distante, é um que não quer mais ser nosso amigo.
A natureza grita, chama nossa atenção,
E nós, ignorantes, não vemos o grau da situação.
A flor distribui o perfume, o amor.
O sol distribui vida, beleza, calor.
O verde distribui o ar, o frescor.
E nos distribuímos à natureza, o nosso ódio, rancor,
Algo que nem deveríamos ter, pois é ela que nos dá
A oportunidade de ver o sol se por.
minha autoria 

Ah, o amor!

Esquente-me com seu calor e acenda novamente o fogo que há tempos não sinto dentro de mim. Diga tudo aquilo que você nunca teve coragem de me dizer bem ao pé do meu ouvido. Me abrace, me tome, tome conta de mim. Me ame como se hoje, agora, fosse o ultimo momento de amor que temos, como se nossas vidas dependessem desse momento, desse ato, como se a nossas vidas dependessem do nosso amor... Venha e me faça novamente sentir que o mundo gira somente para nós, que o silencio da noite se faz somente para ouvir nossos sussurros de amor. Aumente a fogueira, faça as madeiras estalarem como uma canção para nossa dança, nossa dança do amor. E me conduza, até que aos poucos eu me sinta completamente nos teus braços, até que esse desejo nos torne apenas um.
minha autoria.