Conto -Bom dia, hora de acordar. Parte 3

Parte 2

- Laís? É a Kátia, bem acho que me perdi... É uma rua estranha, sem movimento, se chama Emilio Darta... Sim, tem uma escadaria aqui perto... Obrigada beijos. – desligou o telefone.
Por sorte a rua não era tão longe da balada, e ela resolveu seguir a pé.

Se surpreendeu quando quase caiu, reparou que seu salto  havia quebrado. A calçada era esburacada e o salto fino entalou-se em um desses buracos. Assim que Kátia o forçou, ele rachou. Por pouco Kátia não se esborrachou no chão, por sorte uma senhora a ajudou a se equilibrar, uma senhora que morava na rua. Assim que Kátia percebeu o nível da mulher, a empurrou, e exigiu que ela a largasse. A mulher murmurou que estava apenas tentando ajudá-la, e se encolheu em um canto.
Kátia tirou os sapatos, engoliu o orgulho e estava decidida a chegar até lá custe o que custar. Subiu algumas escadas que tinha ali perto e chegou em uma avenida. Sua amiga havia lhe falado que era só seguir a rua até o final, que chegaria na balada. Estava andando tranquilamente pela calçada, às vezes recebia assovios e buzinas dos carros ao lado, quando de repente, um carro passou em alta velocidade em cima de uma poça d’água e acabou encharcando Kátia de cima a baixo.
- Seu filho de uma...! – gritou Kátia. A raiva subiu a cabeça, e decidiu voltar para casa, ligaria para Laís avisando que não iria mais e pegaria um taxi de volta.

Aquele definitivamente estava sendo seu pior aniversário. E bem agora Paulo havia terminado com ela... Se ele estivesse lá, nada disso estaria acontecendo, ela estaria dentro do Vectra do seu namorado, ouvindo um som alto com o ar condicionado ligado. Mas não, Paulo tinha que ter largado ela justo agora! Abriu sua bolsinha de mão e percebeu que seu celular não estava ali. Merda! Olhou ao redor à procura de um orelhão, mas só conseguiu avistar a mulher que havia agarrado seu braço minutos atrás. Ela andava em passos rápidos com as roupas rasgadas e sujas e parecia estar fazendo algum gesto em direção de Kátia, assim que a mulher percebeu que Kátia a olhava, começou a correr e a apontar para Kátia.

 Kátia começou a correr sem parar, estava sendo perseguida! Seu coração batia forte e o ar parecia ter ficado mais denso, foi obrigada a parar de correr depois de pisar em uma pedra ponte aguda que deixou seu pé dolorido. A mulher mal vestida não estava muito longe, e vinha com o braço erguido, gritando alguma coisa. Assim que a mulher chegou mais perto Kátia pode ver que ela estava segurando algo, e ouviu a palavra celular saindo da boca da mulher. Kátia a xingou silenciosamente, será que ela estava com o seu celular?

- moça, você esqueceu isso, deixou cair... –a mulher estava com falta de ar
- o que você quer comigo? Não falei para ficar longe?
- eu só vim lhe entregar isso, achei que fosse importante pra você – Kátia pegou seu celular da mão da mulher
- pronto, já me entregou, pode ir.
- obrigada moça. – disse uma voz firme que vinha de trás de Kátia
-de nada – disse a moça e se retirou. Kátia virou-se para ver quem era, e lá estava Paulo. Seu carro estava estacionado a alguns metros dali.
- Paulo! O que está fazendo aqui?




Minha autoria

4 comentários:

  1. legal essa história da kátia

    http://rocknrollpost.blogspot.com/

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  2. Olá, flor. Valeu por divulgar meu banner aqui. O seu já está indo para Meu Cantinho. Passarei por aqui mais vezes. Abs. ^^

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  3. Querida, que forma legal de escrever. A riqueza de detalhes me instigam a ler mais. Por isso estou indo ao começo (parte 1)

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